terça-feira, 28 de abril de 2015

Pena de morte?!

Todos sabemos que hoje um brasileiro de 42 anos foi fuzilado na Indonésia, depois de ter sido condenado por tráfico de drogas. 
Pena de morte, eis um tema que me divide em opiniões e sentimentos.
De primeiro momento o que me vem a mente é que ninguém, NINGUÉM, tem o direito de tirar a vida de outra pessoa, seja ela quem for. Existem tantas formas de pena, de punição, de "pagar os pecados" ... A quem devemos dar o "poder" de decidir se esse ou aquele deve morrer e de que maneira?
Depois penso que tipo de "castigo" merece quem comete crimes hediondos, aqueles que estupram, matam, torturam, incitam ao uso de drogas. Esses que acabam com famílias, com sonhos, com planos, com vidas ...
No caso desse brasileiro executado na indonésia, tudo leva a crer que foi ele quem buscou seu destino, seu fim. Não pelo crime, mas por cometê-lo justamente em um país que tem como sentença a pena de morte.
E por que essa medida extrema?
Talvez porque essa tenha sido a única forma de manter o país em ordem, longe do tráfico, dentro das leis.
É, talvez ...
Talvez ele tenha buscado, talvez tenha merecido, talvez não houvesse outra forma.
Talvez.
E aí os "responsáveis" pelo nosso país criticam a ação e dizem ter como objetivo lutar para acabar com a pena de morte no mundo.
Ei, mas espera aí?
O cara saiu daqui pra vender drogas em um país que não era o dele, para "corromper" as pessoas de lá e não daqui!
Será que nos cabe o direito de contestar as leis da "casa alheia"?
Saímos então do talvez e entramos no "e se".
E se as leis funcionassem aqui no nosso país?
E se não houvesse corrupção, suborno e as penas fossem aplicadas devidamente sem fianças e afins?
Voltando para o talvez - Talvez se as coisas funcionassem aqui dentro, se as pessoas tivessem a educação devida, o respeito, o comprometimento, se cumprissem suas obrigações e aproveitassem as oportunidades com honestidade e não querendo levar vantagem. Talvez se houvesse responsabilidade social, política e pessoal. Talvez se houvesse caráter. Talvez esse brasileiro não tivesse tido a petulância de traficar em outro país ...
A culpa é de quem mesmo?
Da lei da Indonésia ou das leis que não se cumprem aqui?
A quem devemos delegar a responsabilidade por essa execução?

Continuo pensando que não temos o direito de tirar a vida de ninguém, mas também acho que devemos respeitar as leis, normas, costumes principalmente quando não são nossos.
E cada ser é responsável pelos seus atos e arca com as consequências de suas escolhas.


- Keissy Santello -

domingo, 19 de abril de 2015

Sobre Hoje


Bem o que importa é ver o seu time ganhando de maneira limpa, sem roubalheira, sem nada por de baixo do tapete, sem brigas. E foi um puta jogo, para os dois times (com o perdão do palavrão) ... O mais gostoso do jogo de hoje foi a emoção, o nervosismo, o estômago embrulhado, a tremedeira, pular no sofá. Foi ver meu filho torcendo e assistindo um jogo de futebol pela primeira vez, claro que em alguns momentos um pouco confuso, porque a irmã é Corinthiana =D, mas foi muito gostoso e divertido. E teria sido mesmo que tivéssemos perdido, porque nada paga esses momentos.
Aí a gente está feliz, comemorando e vê uma série de comentários no face "nossa, é só o Palmeiras ganhar e aparecem um monte de palmeirenses no face" ... Ôpa, claro né cara pálida! Se ganhamos, vamos aparecer. Assim como os adversários aparecem quando também ganham. A gente vive escutando "ganhamos em cima da porcada de novo" e quando ganhamos não podemos nos manifestar. Bem interessante isso.
Mas na verdade, a questão não é o comportamento quando se ganha (que é óbvio), mas sim quando se perde.
Nós perdemos, engolimos o choro e ficamos quietos, aguardando o momento de comemorar. E só tiramos um barato do adversário devido a serem chatos e inconvenientes, pois se assim não fossem, seria somente comemoração sem provocação.
Enquanto outros, quando perdem, sentem a necessidade de justificar a perda acusando e criticando a comemoração alheia.

Futebol é assim, um dia se perde, no outro se ganha.
É fato que meu time não tem ganhado em placar tanto quanto outros, mas hoje o dia foi nosso e falem o que quiser, nada nos tira essa alegria. Era só terem feito o 3º gol e não teria pênaltis ué! :)

Ganhamos nos pênaltis?
Siiiiim
Foi do Corinthians?
Siiiiim
Foi na arena deles?
Siiiiim
Estavam invictos?
Siiiiim
Valia vaga na final?
Siiiiim


‪#‎semmais‬ ‪#‎palmeiras‬ ‪#‎manchaverde‬ ‪#‎santello‬

O que veremos aqui

Bem, vou tentar organizar minhas redes e usar cada qual para sua finalidade. Se é que rede social tem finalidade específica obrigatória.
A verdade é que sinto falta de expor minha opinião descarada sobre algumas coisas, meu ponto de vista sobre polêmicas (adoro polêmicas), de fantasiar uma história e a transformar em postagem, como se fosse retrato da vida real.
No Facebook acabo sendo vetada, digamos assim, pois julgam não ser lugar para exposição. O que acontece é que as pessoas do circulo Facebook’ano interpretam as coisas como querem e conforme seu estado de espírito.
Quem me conhece, de verdade, sabe que quando eu posto algo falando sobre o dia a dia no transporte público (por exemplo), não é reclamação, mas uma forma “divertida” de mencionar o comportamento das pessoas e os fatos cotidianos. Quando posto algo falando de sentimentos, não necessariamente é o que estou sentindo, mas muitas vezes algo que já me identifiquei em algum momento da vida ou ainda algo que eu sei que muitas pessoas se identificam. A não ser que escreva explicitamente que EU estou sentindo “tal coisa”, mas enfim …
Gosto de expor opiniões, gosto de compartilhar pensamentos (muitas vezes eles ajudam outras pessoas), gosto de “brincar” com situações do dia a dia. Acho interessantíssimo promover debates e ter conhecimento da opinião alheia.
É muito provável que eu utilize esse espaço para expor minha opinião sobre muitas coisas, compartilhar situações e propor reflexões.
Então o que veremos aqui serão Fragmentos … 


IMPERFEITA


Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, ‘mãe’, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação! E, entre uma coisa e outra, leio livros. Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic. Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo
: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.
Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero. Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho. Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo. Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos. Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias! Tempo para uma massagem. Tempo para ver a novela. Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um _abajour _novo para seu quarto. Tempo para conhecer outras pessoas. Tempo para voltar a estudar. Tempo para engravidar. Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado. Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir. Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal. Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra. A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar 'não sei o quê’ para 'não sei quem’. Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela. Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores. E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante.
  • Martha Medeiros - Jornalista e Escritora